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Adriane está disposta a aceitar ajuda de Riedel para o transporte coletivo

Prefeita de Campo Grande teve encontro com o governador, e se dispôs a receber ajuda

Na tarde desta quarta-feira (24), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), se reuniram para discutir a mobilidade urbana da Capital e a modernização do transporte coletivo.

A prefeita de Campo Grande está disposta a receber a ajuda oferecida pelo governador Eduardo Riedel para se criar uma nova modelagem no transporte da Capital, conforme o Correio do Estado publicou em primeira mão, na segunda-feira (22).

O encontro foi realizado na Governadoria, e teve como intuito fortalecer a colaboração entre os poderes municipal e estadual, a fim de consolidar parcerias para impulsionar projetos delineados no plano diretor de mobilidade e transporte. Informações de bastidores indicam que a prefeita chegou ao gabinete de Riedel que se dispõe a ajudar a cidade no transporte coletivo.

“Discutimos assunto de interesse da sociedade, que é mobilidade urbana, que impacta diretamente a vida da população, e a prefeita veio para iniciarmos as tratativas de uma pauta que o governo já tem a expertise, de uma nova modelagem de parcerias com foco num melhor resultado para quem utiliza esse serviço”, afirmou o governador.

Ao abordar os resultados positivos dessas colaborações, a Prefeita ressaltou a importância de alinhar as equipes técnicas e compartilhar os estudos já realizados pela Prefeitura para modernização do transporte coletivo e mobilidade urbana.

“Entendemos que o Estado é muito importante na discussão dessa modernização, considerando que a Capital cresceu muito e avançou. E hoje chegou o momento de discutirmos essas pautas de relevância com o governador e avançarmos juntos. Vamos alinhar as nossas equipes técnicas. O município já tem estudo de modernização do transporte coletivo e da mobilidade urbana, dentro das diretrizes do Plano Diretor de Mobilidade. Vamos apresentar esses dados para equipe técnica do governo, para que a gente possa ter um alinhamento pensando no futuro de Campo Grande”, disse a chefe do Executivo Municipal.

A AJUDA

A reportagem noticiou em primeira na última segunda-feira (22), o interesse do governo de Mato Grosso do Sul em contribuir mais com o transporte coletivo de Campo Grande. O suporte que o Estado está disposto a oferecer vai muito além dos R$ 10 milhões que a administração estadual já aporta anualmente no sistema de transporte coletivo de Campo Grande em forma de subsídio.

Ele viria com o governo emprestando sua expertise em modelar parcerias com a iniciativa privada para viabilizar investimentos, a partir de estudos factíveis, e poderia resultar, certamente, no rompimento do atual modelo de contrato existente, em que a prefeitura da Capital concede o serviço de transporte ao Consórcio Guaicurus, conjunto de quatro empresas (atualmente caminha para ser três) remanescentes das concessões de duas décadas atrás, que opera os ônibus na cidade.

A reportagem apurou que, em conversas reservadas com seu núcleo mais próximo de secretários, Eduardo Riedel teria comentado algumas vezes sobre a necessidade de o Estado contribuir de maneira mais profunda na solução do sistema de transporte urbano da Capital, que vive uma situação tensa entre poder concedente e concessionário desde a segunda metade da década passada.

Em dezembro, Eduardo Riedel chegou a se manifestar sobre o tema. “Tem de haver uma parceria estado-município por uma participação mais transformadora”, afirmou.

“Não podemos resumir a melhora do serviço apenas com a aquisição de ônibus novos”, complementou o governador.

Atualmente, o governo de Mato Grosso do Sul aporta, por ano, aproximadamente R$ 10 milhões ao Consórcio Guaicurus em forma de subsídio.

O dinheiro entra como pagamento do passe de estudante dos alunos da Rede Estadual de Ensino (REE) do município.

CAMINHO

A ajuda na forma de subsídio começou na gestão de Reinaldo Azambuja, em 2022, e foi ampliada por Riedel em 2023, mas o entendimento é de que um novo suporte não pode ocorrer apenas na injeção de dinheiro em um modelo problemático.

Uma das comparações sobre modelos ruins, em que os investimentos tendem a ser caros e com pouco retorno, foi o caso do primeiro leilão da BR-163, com a CCR MSVia.

O fracasso do modelo leiloado na década passada e que se tornou insustentável e precisou ser repactuado, foi usado como exemplo por Riedel e seus aliados para guiar as parcerias executadas pelo Escritório de Parcerias Estratégias (EPE) do governo.

Na área da infraestrutura, por exemplo, foram duas modelagens bem-sucedidas, sendo uma da MS-306 e outra da MS-112 e BR-158, aplicando uma razão entre o que pode ser executado, o que pode ser prometido ao público e o que pode ser pago pela população.

A ideia no Parque dos Poderes é levar esse princípio para o transporte urbano de Campo Grande. Uma parceria público-privada (PPP) seria o caminho, mas, para isso, Adriane Lopes, caso seja reeleita, ou quem vier a substituí-la teria de aceitar a ajuda.

“Mais do que uma solicitação, é a vontade política, a prefeitura municipal quer? ‘Quero’. O governo do Estado está disposto? Sim. Então, o governo está de porta aberta para desenhar esse modelo”, disse Riedel.

O atual contrato do transporte coletivo e urbano de Campo Grande é de 2012, assinado pelo então prefeito da Capital, Nelsinho Trad.

No documento, ficou estabelecido que as empresas do consórcio seriam responsáveis pelo serviço pelos próximos 20 anos, ou seja, até 2032, podendo se renovar por mais 10 anos, o que significa que ela pode operar até 2042.

 

Fonte CE.

Redação Gdsnews.

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