Nome de Simone é cogitado para ser vice de Lula, mas ministra acha cedo

No ostracismo político desde que Michel Temer deixou a Presidência da República, em 2018, o MDB já está articulando, a dois anos das eleições gerais de 2026, para voltar a fazer parte dos principais players do jogo político.

Com 3 governadores, 11 senadores e 44 deputados, além de 784 prefeitos, o partido acredita que tem as credenciais que atendem aos requisitos para pleitear um nome para ser o vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelo menos três nomes em ascensão na sigla já foram colocados no tabuleiro: o da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o do ministro dos Transportes, Renan Filho, e o do governador do Pará, Helder Barbalho.

Segundo a Veja, um dos nomes mais vistosos da nova geração de um partido que tem o governismo no DNA é o de Simone Tebet.

Além de poder se apresentar como representante do eleitorado feminino, um ativo cada vez mais procurado pelos partidos, e vestir o figurino de política preparada e avessa a extremismos, uma pesquisa qualitativa em poder do MDB a listou como o único nome da legenda conhecido nas cinco regiões do Brasil.

Seu plano original era voltar a se apresentar como candidata ao Planalto em 2026, mas, como a decisão de Lula de concorrer à reeleição é dada como certa, seu projeto teve de ser adiado.

Na última eleição, Simone implodiu pontes em Mato Grosso do Sul ao topar uma aliança com Lula no segundo turno. Uma recompensa à altura do custo político da decisão seria indicá-la para ser vice.

A ministra do Planejamento e Orçamento informou que desconhece essa articulação do MDB e destacou que ainda falta muito tempo para as próximas eleições presidenciais, quanto mais para discutir nomes para ser o vice. “Está muito cedo para essa discussão”, completou.

Questionada pela reportagem se aceitaria o convite para ser a vice, caso o presidente Lula, que terá 81 anos em 2026, confirme a disputa pela reeleição, Simone Tebet foi direta: “Muito longe para saber”.

No entanto, o MDB acredita que, por causa da idade avançada de Lula, é possível que ele, se vitorioso, delegue cada vez mais funções ao companheiro de chapa, o que, em tese, acabará credenciando o vice-presidente a ser seu sucessor natural em 2030, porém, o desafio será fazer com que o PT aceite retomar uma aliança com o MDB depois do que aconteceu entre Dilma Rousseff e Michel Temer.

OUTROS NOMES

Pragmático, o partido não aposta suas fichas em apenas um nome, por isso, também tem grandes chances de Renan Filho ser o escolhido, já que é considerado um dos mais eloquentes defensores de que a legenda indique o vice de Lula em 2026 e de que, de preferência, seja ele próprio o escolhido.

Com 44 anos de idade e filho de um dos caciques mais lulistas do partido, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), Renan Filho foi governador de Alagoas, prefeito e deputado federal.

Jovem e nascido no Nordeste, região em que Lula amealhou quase 70% dos votos no segundo turno, trocou o posto de senador eleito pelo primeiro escalão do Executivo na perspectiva de se manter próximo e influente junto ao presidente.

Ambicioso, Renan Filho confidenciou recentemente que tem como projeto político disputar a Presidência da República em 2030 e que vê na Vice-Presidência um trampolim para concretizar o projeto.

Concorrente direto por um lugar ao sol na chapa de Lula, Helder Barbalho também aparece na bolsa de apostas do partido como aspirante a vice, afinal, além de partilhar características semelhantes às de Renan Filho – também tem 44 anos e está no segundo mandato no governo estadual –, tem como trunfo ter conseguido se cacifar como foco de influência na legenda.

Helder Barbalho colocou as próprias digitais na eleição de nove deputados federais pelo Pará, um recorde para o partido, além de ter indicado sua mãe como primeira-vice-presidente da sigla e de ter ajudado na escolha de seu irmão Jader Filho como ministro das Cidades, Pasta responsável pelo programa popular Minha Casa, Minha Vida.

 

Fonte CE.

Redação Gdsnews.

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