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Balança será ativada na Ponte do Rio Paraguai nesta semana

Balança será controlada pelo DNIT enquanto radares de velocidade estão em funcionamento, tudo para assegurar que "vibrações" não danifiquem o processo dos reparos na estrutura

Anunciada no dia 29 de dezembro, a balança próximo à na ponte do Rio Paraguai, na BR-262, serão ativadas ao longo desta semana. Além disso, radares já estão em utilização para controle de velocidade, conforme informações da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), procurada pela reportagem, informou que a balança que deve começar a operar ainda esta semana ficará aos cuidados da Superintendência Regional do DNIT no Estado de Mato Grosso do Sul.

A ponte, que fica a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, no meio do Pantanal, passa por obras desde o dia 21 de março de 2023. O sistema seguirá do mesmo modo no modelo “pare e siga” em que um lado da via é liberado enquanto condutores do outro lado aguardam para poder passar. Ainda, de acordo com um levantamento, cerca de 700 caminhões passam pela ponte diariamente.

Após uma longa fila ocasionada por uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, no dia 17 de janeiro, que verificou a documentação e não permitiu que as carretas bitrem de 9 eixos passassem, de modo que tiveram que desacoplar parte da carga, atravessar e retornar para buscar o restante, ocorreu uma reunião para estabelecer pontos de ações.

Conforme explicou o Diretor-Presidente da Agesul Mauro Azambuja Rondon, no dia 18 de janeiro, um dia depois da longa fila que se formou nas proximidades da ponte, em reunião foram atribuídos onde cada pasta trabalhará. Mauro garantiu que a ponte não apresenta risco em sua estrutura que leve a um eventual colapso, a passagem dos veículos seguirá sendo realizada desde o início das obras.

“O que existe hoje é um defeito, digamos assim, na laje e esse defeito tem uma obra emergencial da Agesul que está fazendo a correção, mas isso não coloca em risco a integridade da ponte e nem coloca em risco os usuários da rodovia que estão utilizando a ponte”, explicou Márcio.

Na questão relacionada aos caminhões, o presidente da Agesul disse que existe a necessidade que passem em velocidade baixa pela obra, nem tanto pelo peso, mas pela vibração que provocam na obra. Deste modo, os caminhões poderão continuar transitando com a mesma carga, tendo apenas que obedecer normas de velocidade de segurança no transcorrer da manutenção.

Atribuições

“Em relação às atribuições a PRF continuará fiscalizando essas autorizações de tráfego de veículos especiais que transitam na rodovia e convencionou-se que não será emitido pela Agesul outra autorização de tráfego. Porque a Agesul porque a autorização emitida pelo DNIT ainda que não tenha jurisdição sob a via, já está autorizando todos os veículos que tendem a norma a transitar pela rodovia”, disse Márcio.

A Agesul ficou responsável pela instalação dos radares que estão em funcionamento, controlar o sistema de “pare-siga” durante todo o período, assim como batedores 24h para coordenar a fluidez do tráfego enquanto o serviço está sendo executado.

No momento o Diretor-Presidente da Agesul Mauro Azambuja apontou que não será necessário a interdição da ponte. Apenas ocorrerá em dado momento quando for necessário realizar a concretagem de alguns pontos estruturais. “Quando se faz a concretagem você precisa de um tempo de cura do concreto. Esse tempo varia de acordo com cada tipo de concreto utilizado. Pode durar horas, dias e ali a gente vai utilizar um concreto que tenha o tempo de cura mais rápido possível para evitar transtorno para os usuários

Ainda, o engenheiro responsável pela obra assegurou a integridade da ponte, destacando que a análise técnica indica “que, até o momento, não há risco iminente de colapso”. E frisou que a empresa segue todas as normas e padrões de segurança estabelecidos.

Além do superintendente da PRF, estiveram presentes na reunião Eduardo Pereira, representante da SEMADESC, Mauro Azambuja Rondon, Diretor-Presidente da AGESUL, Allan Nunes Ferreira, chefe do serviço de operação rodoviária do DNIT em Mato Grosso do Sul, Gil Marcio Franco e Luís Gustavo Ribeiro, representantes da empresa Engr Engenharia Ltda., Luiz Alexandre Gomes da Silva, Assessor Especial da SEJUSP MS e Paulo Henrique Sanches dos Santos, Superintendente Executivo da PRF/MS.

“Patologias Estruturais”

Com 1.890 metros de comprimento e inaugurada em maio de 2001, a ponte era pedagiada até setembro do ano passado, com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga. Em média, a cobrança rendia R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses de 2022.

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo foi de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.

Esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008, e rendeu em torno de R$ 430 milhões, levando em consideração o faturamento do último ano de concessão.

Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35% do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%.

Em troca da cobrança de pedágio, a empresa Porto Morrinho tinha a obrigação de fazer a manutenção da estrutura. Mas, ela foi devolvida e dois meses antes do fim definitivo do contrato com a concessionária, o tráfego já estava em meia pista justamente porque a manutenção não foi realizada.

Nos primeiros oito meses depois do fim da cobrança de pedágio, entre setembro do ano passado e maio deste ano, a concessionária continuou cuidando da ponte. Neste período, recebeu pouco mais de R$ 6 milhões. Atualmente, a empresa que controla o tráfego é e empresa RR Ceni Terraplanagem, que tem uma série de outros contratos com a administração estadual.

A ponte foi construída pelo governo estadual e a cobrança de pedágio, no começo do contrato, era para pagar o financiamento. Depois do fim da cobrança de pedágio, a previsão era de que a ponte fosse devolvida ao governo federal, já que é ele o responsável pela manutenção da BR-262.

Porém, o DDNIT se recusou a receber a estrutura nas condições em que estava e por isso é que os reparos estão sendo bancados pela administração estadual, que entendeu que as “patologias” não estavam sob responsabilidade pela empresa que cobrou pedágio ao longo de quase 14 anos.

 

Fonte CE.

Redação Gdsnews.

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